Quando o Ano Novo começa ruim.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 Deixe um comentário

Esse texto vai para aquelas pessoas que passaram a sua grande festa da virada em hospitais, em casa com problemas de saúde, sozinhas (sem querer tal situação), aquelas com casas derrubadas pela chuva, aquelas que perderam pessoas próximas, entes queridos, aquelas que passaram o Réveillon brigando, e aquelas que ainda não acordaram para o ano de 2010.

Com chuvas em todo o país, cada vez mais pessoas morrem, cada vez mais pessoas ficam desabrigadas, cada vez mais as pessoas ficam desamparadas. A triste visão de uma pessoa brigando com a outra já é muito perturbadora. Imagine o sentimento daquelas que perderam famílias inteiras. E que ainda perdem. É duro! Muito duro imaginar um começo de ano tão louco, tão conturbado já que quase todos colocam todas as esperanças de acontecimentos melhores nas mãos do Ano Novo.

Começar um ano enterrando pessoas é algo desolador para todos que vivem e pra quem assiste de longe pela televisão. Ter a sensação que a vida não tem continuidade, ter a sensação que a qualquer momento a magia pode acabar rapidamente. Até bestamente.

Pois é, caro leitor, nesse ano que mal começou, o de 2010, os problemas vão continuar, podendo até se agravar, as brigas vão continuar, as guerras também, a natureza cada vez mais rebelde, e com razão, também. Ou seja, não peça muita coisa na hora da virada, pois às vezes pode acontecer tudo ao contrário. Saúde e paz. E bola pra frente!

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Vou-me embora pro passado.

domingo, 10 de janeiro de 2010 Deixe um comentário

Vou-me embora pro passado
Lá sou eu e eu
Lá tenho meus amigos
Quando e onde quiser

Vou-me embora pro passado
Onde posso tudo
Onde tenho tudo
Onde os problemas são invisíveis

Vou-me embora pro passado
Lá tenho sono
Lá tenho comida
Lá tenho amor

Vou-me embora pro passado
Onde tudo é um jogo
Onde sempre ganho
Em tudo que pensarei

Vou-me embora pro passado
Lá tenho recompensas
Lá sou imortal
Lá não tenho pesadelos

Vou-me embora pro passado
Lá tenho um futuro
Um futuro nas mãos
Um futuro que já é presente

Vou-me embora pro passado
Onde sempre sou protegido
Onde sempre tenho um amigo
Onde a vida é uma brincadeira

Vou-me embora pro passado
Lá não tenho inimigos
Lá não tenho a palavra não
Onde tenho e posso tudo

Vou-me embora pro passado
Onde sou carinhoso
Onde tenho meu confidente
Onde tenho sempre um sorriso

Vou-me embora pro passado
Lá eu sou engraçado
Lá todos gostam de mim
Onde não sei o que é fim

Vou-me embora pro passado
Onde não têm tragédias
Onde sou sempre alegre
Onde meus pensamentos levam aonde eu quiser

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O que fala: “Isso é uma vergonha!”

terça-feira, 5 de janeiro de 2010 Deixe um comentário

Vocês conhecem o apresentador, jornalista e sei lá mais o que, chamado Boris Casoy?!?!

Pois é, ele, infelizmente, ou felizmente para nós, telespectadores, mostrou o seu lado não tão moralista ao sempre falar dos sem vergonhas do Brasil a famosa frase: “Isso é uma vergonha!”. E agora foi ele que envergonhou profundamento, primeiro, aos garis e, segundo, a todo o Brasil com os seus pensamentos preconceituosos e suas palavras terríveis.

Se ainda não teve a oportunidade de ver, veja agora!

E o seu ridículo pedido de desculpas que não durou nem 1 minuto.

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Ao Ano Novo.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009 1 comentário

É, você chegou. Demorou mas veio! Não sou muito seu fã, mas muitas pessoas o idolatram. Fazem festa quando você vem, fazem promessas, fazem mandingas, fazem projeções de vida, ou seja, fazem de tudo um pouco só em saber que você está por vir.

É engraçado, pois você faz questão de todo ano sumir por 365 dias, e mesmo assim você é, quase sempre, bem vindo. Aconteceram muitas coisas quando você estava fora nesses últimos 365 dias. Coisas boas, ruins, alguns milagres, talvez, atos nobres e atos degradantes. Repito, você demorou a chegar. Mandei tantos telegramas pedindo pra você fazer logo essa visita! Não sabes o que é passar dias ruins, até terríveis, sonhando com que tudo passasse logo, que você voltasse logo, mas como sempre você não dá as caras.

Só chega quando bem entende! Mas perdes muito com isso, já que não compartilha com ninguém os momentos bons, felizes, alegres, cada vez mais raros, é verdade, mas que faz todo o sentido para quem os vivem. Deveria ficar um pouco mais conosco! Você passa exatamente 1 segundo com os mortais. Você, se acha muito! Demora tanto pra vir, e quando vem, não mostra direito nem a cara.

Ano Novo, é verdade que não posso culpá-lo de tudo. Sei que procura fazer sempre o melhor, claro, e nós, que o conhecemos, queremos sempre mais e mais. Mais e melhor. Deve ser por isso que você, Ano Novo, fica tão pouco tempo. Não deve aguentar mesmo tanta babação que fazem. Deve ser mesmo difícil. Às vezes, entendo o porque de tamanha distancia nesses 365 dias que só Deus sabe onde você deve passar, morar, viver, etc.

Você deve se achar um pouco usado, se achar feito de besta até. Pessoas que você nem conhece fazem questão de ir logo pedindo tudo, pedindo, como citei acima, até o impossível. É questão material, emocional, espiritual, é tudo junto. Escrevendo pra ti, Ano Novo, realmente percebo o quanto é complicado visitar-nos.

Ano Novo, o que posso dizer nessa sua visita meteórica que está já já por vir é desejá-lo um bom Ano novo para você e para toda sua família! E vê se aparece mais!

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Quem ainda deseja esta nota?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 Deixe um comentário

Cassan Said Amer conta a história de um palestrante que começou um seminário segurando uma nota de 20 dólares e perguntando:

- Quem deseja essa nota de 20 dólares?

Várias mãos se levantaram, mas o palestrante pediu:

- Antes de entregá-la, preciso fazer algo.

Amassou-a com toda fúria, e insistiu:

- Quem ainda quer esta nota?

As mãos continuaram levantadas.

- E se eu fizer isso?

Atirou-a contra a parede, deixou-a cair no chão, ofendeu-a, pisoteou-a e mais uma vez mostrou a nota – agora imunda e amassada. Repetiu a pergunta, e as mãos continuaram levantadas.

- Vocês não podem jamais esquecer esta cena – comentou o palestrante.

– Não importa o que eu faça com este dinheiro, ele continua sendo uma nota de 20 dólares. Muitas vezes em nossas vidas somos amassados, pisados, maltratados, ofendidos; entretanto, apesar disso, ainda valemos a mesma coisa.

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Quase lei.

domingo, 27 de dezembro de 2009 1 comentário

Faltam quatro dias para a virada do ano e, com isso, a maioria das pessoas fica totalmente ouriçadas.

Cheguei a ouvir esta semana, de um amigo de infância até, quando eu falei que ainda não tinha programação para onde ir no fim de ano, falou para eu resolver logo aonde eu iria passar o reveillon pra eu não acabar passando a virada chorando no quarto.

Fiquei pensativo, não posso negar, caro leitor. Pensei no porque das pessoas terem essa gana de ter que ir a uma festa para se sentir bem. E não ficar chorando no quarto, é claro. É impressionante, acho que poderia ser ao contrário: como as pessoas acham uma data tão venerável, deviam fazer algo diferente, ou seja, não ir pra mais uma festa! Hoje em dia, todo dia tem festa. E as pessoas acabam, sem se dar conta, fazendo a mesma coisa de todos os dias.

A burrice é tamanha! O paradoxo inconsciente é tão frágil como uma borboleta sem asas.

Nós, os bípedes pensantes, não devíamos achar que a felicidade está, sempre, na companhia de outro. Tem gente, amigo leitor, que vai sozinho pra uma festa, passa a noite com um bando de desconhecidos, só pra no outro dia ter o que falar para os outros. É moda! É chique falar aonde esteve em um dia como esse, ao menos que não seja chorando no quarto, é claro!

Quando o ano vira, é impressionante como todo mundo, que você pergunta onde passou o ano, abre e enche a boca para falar um local maravilhoso. Até locais que nem existem até!

É quase lei, a maioria quer ir para uma festa ou um local muito pomposo justamente para ter o que falar. E é surpreendente como todos os locais são perfeitos quando você pergunta como foi.

Agora, amigo leitor, vou atrás do meu reveillon porque vai que passo, a grande virada, no quarto chorando.

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Natal, enfim, fim.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009 1 comentário

É natal de 2009. É época de alguns pedirem perdões, outros se reaproximar de parentes e amigos, muitos comprando presentes para dar ao seus queridos e queridas. Enfim, no fim, entre vivos e feridos, todos foram salvos!

Existem vários tipos de reuniões nesta época: por uma causa de saúde de um próximo; por querer simplesmente sair com amigos para se divertir, talvez, encher a cara; por tentar se aproximar o quanto mais de outras famílias, mesmo sendo sacaneado com piadinhas por alguém da família (tem sempre um chato de plantão, é clássico); por querer ter uma reunião religiosa indo às igrejas, etc e tal.

Amigos secretos também estão na lista de tarefas desta época natalina. Geralmente, ninguém gosta do presente que recebe, geralmente a pessoa tira uma outra que o vínculo é especificamente as letras OI, uns não gostam nem da pessoa que tirou, e a falsidade como diz o popular: come de esmola!

No natal, os sentimentos individuais florescem. Melancólicos, depressivos até, felizes, felizes até demais, às vezes. Sem dúvida alguma, cada natal é um natal diferente para cada individuo, para cada bípede chamado ser-humano, todos estão unidos por esta data, mas, ao mesmo tempo, os sentimentos são totalmente diferentes. Muitos pensam positivamente, outros negativamente, e têm aqueles que estão, digamos, catatônicos (no sentido de não pensar e sentir nada).

Esta data, é uma maneira de reunir os pensamentos também. Não é só sair por aí gastando tudo o que tem e até o que não têm. Fim de ano, começando primeiramente pelo natal, é hora de, como dizia o grande jornalista Gervásio de Paula, colocar a bundinha pra pensar.

Refletir é viver. Refletir é reviver. Pensemos mais, pois com o natal, reveillon, e outras festas ilusionistas faz com que fiquemos sendo mais um na multidão. Façamos o bê a bá do natal, mas também façamos algo mais “complexo”. Neste fim de ano, começando pelo início e fim do natal, é a hora de saber o que está certo e errado em nossas vidas, para que não façamos o mesmo erro nos próximos 365 dias.

Temos que aprender a aprender. Mas se você leitor não estiver entendendo, pelo menos nunca vai ter bicho-de-pé.

Enfim, fim do natal.

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A busca.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 1 comentário

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A escolha.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 1 comentário

Chegamos em um momento da vida em que temos que tomar uma das piores e mais importantes escolhas, principalmente quando estamos com a saúde em frangalhos.

Pacientes que acabam de descobrir um câncer ou pessoas já velhinhas que devido ao percurso da vida, se deparam com uma doença, que deve ser chamada no minimo de, amaldiçoada. Foco nesse texto, caro leitor, problemas, soluções e escolhas dos velhos. Dos que já passaram da idade de até escolher por vontade própria, já que a família manda e desmanda como um cachorro que querem o bem.

Bem, os velhinhos que terão que enfrentar algumas mazelas, mandadas pelo divino, pensam muito no custo-beneficio do enfrentamento. Dizem: “Quanto que irei sofrer?”, “Será que aumentará meus anos de vida?”, “O que você faria no meu lugar, Dr.?”.

Realmente, isto é o cotidiana em vários hospitais e clínicas particulares ou não. Pensemos: quem poderá intervir na vontade do próximo? Quem sabe mais do seu sofrimento com alguma intervenção para combater, geralmente, o incombatível? Infelizmente, no fim da vida, os velhinhos não tem muita escolha. Estão estre quatro paredes onde mal os cabem.

É a velha frase: se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Ou seja, o paciente, em decomposição mais acentuada, partindo do principio que nós todos, bípedes, estamos em constante decomposição, fica na escolha: sofrer os poucos anos que lhe falta sem muito sofrimento médico ou sofrer no fim da vida com intervenções, procedimentos, internações, entre outros “traumas”.

Muitos escolhem morrer, no que digamos, dignamente, ou seja, sem ter que sofrer tentando uma solução, geralmente, por praxe, para combater o concreto e cimentado com um copo de água. Outros escolhem encarar a situação, encarar os males da vida e entram de peito aberto, não importando se os seus últimos dias, meses ou até anos serão de “sofrimento médico”.

O fato, a verdade é que todas as duas escolhas são nobres e têm que serem respeitadas. Cada pessoa é um caso. Cada caso tem por trás uma pessoa. Então fica a pergunta para nós todos, querido leitor: o que você faria?

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Erros.

domingo, 20 de dezembro de 2009 1 comentário

É muito ruim o sentimento de tristeza, principalmente quando você, sem querer, machuca uma pessoa que é muito importante pra você. E, claro, que ama muito.

Erros de comunicação e até erros de percepção, digamos assim, são os principais cometidos por quase todos e em qualquer tipo de relacionamento.

Geralmente, no meu caso, tento fazer o máximo que posso para melhorar a vida do outro, sendo parente, amigo próximo, amigo distante ou até desconhecidos. E é como uma apunhalada no coração quando acontece justamente o inverso das suas boas intenções, transformando você em uma pessoa terrível. Entre outros apelidos “carinhosos”.

Sou muito rigoroso com as pessoas ao meu redor no sentido de fazer o meu melhor, principalmente, como já citei, com as pessoas mais próximas e que amo. O mundo desaba em minha cabeça chata e vai se irradiando por todo o corpo, fazendo com que fique totalmente debilitado fisicamente e emocionalmente. E sempre penso: e agora!? Como que aconteceu isso quando realmente queria fazer uma ação totalmente diferente!? É uma situação pesada. Para alguns mais, para outros menos, para a maioria, hoje em dia, não estão nem aí.

A solução que posso dividir com você, leitor fiel, é a conversa. É a comunicação. Ou seja, se a comunicação errada foi o que fez a atrapalhada, é justamente a própria comunicação, agora certa, que tem que se fazer.

Simplesmente, não consigo carregar para a cama o peso de ter sido o pivô de uma tristeza, constrangimento, ou seja, lá qual for o sentimento ruim da pessoa amada.

Um sono tranquilo, uma vida tranquila, um relacionamento sólido e eterno, e fazer, o máximo que posso, a amada pessoa feliz é o verdadeiro sentimento de felicidade para mim. É o meu passaporte para ser feliz.

Portanto, me desculpe. Não tinha a intenção. Na verdade, a intenção era totalmente outra.

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