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Archive for maio \20\UTC 2009

Lei da física e o cotidiano.

Quarta-feira, 20 de maio de 2009 Deixar um comentário

Um psiquiatra amigo conta que, ao contrário da crença popular, que atribui a escuridão à capacidade de deprimir as pessoas, a maior parte dos suicídios ocorre de manhã.

É justamente no momento de acordar que o depressivo vê-se diante de sua maior dificuldade: enfrentar um novo dia.

Isto nos leva a considerar o velho ditado árabe: o pior de todos os passos é o primeiro.

Quando estamos prontos para uma decisão importante, todas as forças se concentram para evitar que sigamos adiante.

Já estamos acostumados com isto. É uma velha lei da física: quebrar a inércia é difícil.

Como não podemos mudar a física, concentremos a energia extra e conseguiremos dar o primeiro passo. Depois o próprio caminho ajuda.

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Nelson R.

Terça-feira, 19 de maio de 2009 Deixar um comentário

Durante dez anos, de 1951 a 1961, Nelson Rodrigues escreveu sua coluna A vida como ela é para o jornal Última Hora, de Samuel Wainer. Seis dias por sema¬na, chovesse ou fizesse sol. A chuva podia ser como a do quinto ato do Rigoletto e o sol, daqueles de derreter catedrais, segundo ele. Todo dia, com uma paciência chinesa e uma imaginação demoníaca, Nelson escrevia uma história diferente. E quase sempre sobre o mesmo assunto: adultério. Desse tema tão simples e tão eterno, ele extraiu quase 2 mil histórias.

Os ficcionistas que fingem se levar a sério precisam de toda uma aura de mistério para criar. Nelson dispensava esse mistério. Chegava cedinho à redação, acendia um cigarro e, na frente dos colegas, entre miríades de cafezinhos, escrevia “A vida como ela é”.

As histórias saíam de casos que lhe contavam, da sua própria observação dos subúrbios cariocas ou das cabeludas paixões de que ele ouvira falar em criança. Mas principalmente da sua meditação sobre o casamento, o amor e o desejo.

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por Lya Luft.

segunda-feira, 18 de maio de 2009 Deixar um comentário

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A certeza.

segunda-feira, 18 de maio de 2009 Deixar um comentário

Nós, humanos, quando sabemos o que vem pela frente, quase que automaticamente, ficamos com dois sentimentos: excesso de medo ou excesso de confiança. Imagine então se tivéssemos a certeza do que viria. Algo não muito bom, pois parece que não damos o valor necessário dessa palavra tão incerta como à palavra certeza.

A certeza. Achamos tão fundamental para a nossa vida, mas quando a temos não achamos necessário. É como um truque de mágica: até onde não sabemos, aquela duvida que fica martelando em nossa cabeça tentando decifrar tal enigma, mas é só a gente saber do truque, do grande truque, que nós perdemos o encanto. É como se não tivesse acontecido nada. Nós descartamos como papel higiênico. E tudo isso se resumiu ao momento da “simples” certeza.

Somos um povo mal agradecido, pois queremos ter tantas certezas sobre a vida, mas quando temos um pouco dela, acabamos por jogá-la no ralo. Pensemos juntos: quando temos a certeza de que alguém gosta da gente, geralmente não damos valor; imagine se soubéssemos que alguma tarefa que realizássemos iria dar certo; se no trabalho ou na faculdade já soubéssemos os caminhos a seguir para uma futura realização, um futuro sucesso. Não daríamos muita importância.

Realmente, pensando em cada situação desse mundo, mundano, que eu vejo o quanto somos mal criados e somos tão paradoxais. Desde os primórdios somos encantados com o novo, com o desconhecido e com a palavra “incerteza”.

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Um e todos.

Domingo, 17 de maio de 2009 Deixar um comentário

Preocupadíssimo, o rato viu que o dono da fazenda havia comprado uma ratoeira: estava decidido a matá-lo!

Começou a alertar todos os outros animais:

- Cuidado com a ratoeira! Cuidado com a ratoeira!

A galinha, ouvindo os gritos, pediu que ficasse calado:

- Meu caro rato, sei que isso é um problema para você, mas não me afetará de maneira nenhuma ,portanto não faça tanto escândalo!

O rato foi conversar com o porco, que sentiu-se incomodado por ter seu sono interrompido.

- Há uma ratoeira na casa!

- Entendo sua preocupação, e estou solidário com você – respondeu o porco. – Portanto, garanto que você estará presente nas minhas preces esta noite; não posso fazer nada, além disso.

Mais solitário que nunca, o rato foi pedir ajuda à vaca.
- Meu caro rato, e o que eu tenho a ver com isso? Você já viu alguma vez uma vaca ser morta por uma ratoeira?

Vendo que não conseguia a solidariedade de ninguém, o rato voltou até a casa da fazenda, escondeu-se no seu buraco, e passou a noite inteira acordado, com medo que lhe acontecesse uma tragédia.

Durante a madrugada, ouviu-se um barulho: a ratoeira acabava de pegar alguma coisa!
A mulher do fazendeiro desceu para ver se o rato tinha sido morto. Como estava escuro, não percebeu que a armadilha tinha prendido apenas a cauda de uma serpente venenosa: quando se aproximou, foi mordida.

O fazendeiro, escutando os gritos da mulher, acordou e levou-a imediatamente ao hospital.
Ela foi tratada como devia, e voltou para casa.

Mas continuava com febre. Sabendo que não existe melhor remédio para os doentes que uma boa canja, o fazendeiro matou a galinha.

A mulher começou a se recuperar, e como os dois eram muito queridos na região, os vizinhos vieram visitá-los. Agradecido por tal demonstração de carinho, o fazendeiro matou o porco para poder servir aos seus amigos.

Finalmente, a mulher se recuperou, mas os custos com o tratamento foram muito altos. O fazendeiro enviou sua vaca ao matadouro, e usou o dinheiro arrecadado com a venda da carne para pagar todas as despesas.

O rato assistiu aquilo tudo, sempre pensando:

“Bem que eu avisei. Não teria sido muito melhor se a galinha, o porco e a vaca tivessem entendido que o problema de um de nós coloca todo mundo em risco?”

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Por amor.

sábado, 16 de maio de 2009 Deixar um comentário

Vamos começar perguntando o seguinte: o que seria da raça humana sem o amor? É uma verdade clara e límpida, pois esta pergunta não precisa de resposta. O amor é uma dádiva dada a nós que pode ser boa e ruim. Realmente, tenho que concordar como que as coisas acabam acontecendo não por acaso, e que o destino acaba sempre fazendo as coisas do jeito dele, não se importando muito com o que queremos.

Ando, nesses dias, com algumas preocupações relacionadas a tal título. E sem querer fazer clichês, digo que ando dormindo mal, ando tendo pesadelos, ando fazendo coisas que muitos dizem ser ridículas, etc e tal. Achando que algo pode ser importante, fazemos coisas absurdas pelo título que achei por fazer. Temos ações que não podíamos imaginar que teríamos tal força. E o pior de tudo é que nenhum de nós têm controle, pois o tal do título só é um acontecimento se dois quiserem. E às vezes isso não acontece. Realmente, não acontece.

Mas, por amor, nos movemos, nos criamos e recriamos, e com isso nos rejuvenescemos ou podemos envelhecer. O drama de tal título é algo que não tenho muito sucesso. Alguns dizem que tenho sucesso sim, mas não acho. O amor tem códigos. E eu nunca entendi. E sou contra, portanto, não me venha com códigos.

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Um Deus que pune.

sexta-feira, 15 de maio de 2009 Deixar um comentário

Não gostei. Tire suas próprias conclusões. (clique para aumentar)

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Amor e parapsicologia.

sexta-feira, 15 de maio de 2009 Deixar um comentário

Os laços de amor criam uma relação mais forte do que supomos.

J. Rhine e Sara Feather, do Laboratório de Parapsicologia da Universidade de Duke, colecionaram uma série de casos sobre as mais diversas manifestações desta relação – inclusive com os animais. Eis um destes casos:

Um rapaz, Hugh Brady, costumava cuidar dos pombos que viviam perto de sua casa. Certa vez encontrou uma destas aves feridas; curou-a, alimentou-a, e colocou na pata direita uma etiqueta com o número 167.

No inverno seguinte, Hugh teve que ser operado de emergência. Enquanto se recuperava, num hospital longe de sua casa, escutou algo batendo na janela. Pediu à enfermeira que abrisse; um pombo entrou voando pelo quarto adentro, e pousou no peito do rapaz.

Na pata direita estava a etiqueta com o numero 167.

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O criar.

Quinta-feira, 14 de maio de 2009 Deixar um comentário

“Não crie expectativas, crie oportunidades”.
James

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Deznecessários. (genial)

Quinta-feira, 14 de maio de 2009 Deixar um comentário

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