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Cego, mas enxergo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009 Deixar um comentário Ir para os comentários

Algumas pessoas têm como maior medo o de, algum dia, perder a visão. Claro que, diante do “invisível”, muitos ficam amedrontados, mas não percebem que nem sempre precisamos desta incrível arma para ver o que até não precisa ser, literalmente, visto.


Um cego consegue ver mais “coisas” do que muitos que têm a visão mais que perfeita. Simplesmente, ele não precisa da visão para enxergar o amor surgindo. Ele não precisa de visão para sentir o timbre de outra voz, alterado, por algum sentimento aflorando. Ele não precisa dela para ver se gostam verdadeiramente dele. Ele não precisa. Ele simplesmente vê.


Ele não precisa dela para ver um simples toque em sua pele e sentir o verdadeiro carinho. Ele não precisa da visão para sentir as palavras verdadeiras e naturais saindo da boca de uma pessoa especial. Tudo o que ele precisa está além dos olhos. Está além de tudo que é realmente visto. Ele sente a alma do próximo. Ele vê o verdadeiro e isso é tudo. Ele pode até ver claramente até um lindo sorriso em sua direção do mais falso até o mais belo e natural.


Mas não só acontece com os cegos, que achamos, de vez em quando, pobrezinhos de plantão. Muitas que têm olhos perfeitos, também conseguem enxergar o implícito.

O pior tipo de cegueira é aquela que a gente vira um cego porque não queremos realmente ver. E desta frase podemos tirar uma lição: é sempre bom que estejamos atentos para não sermos contagiados por este tipo de cegueira para não batermos de frente com uma parede.

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