Cadê os outros?
Quando, geralmente, penso que faço muito para as pessoas e recebo pouco, vejo o quanto sou pobre de espírito. Fico pensativo, mas por enquanto sou humano, então tenho aprimorar esta fenda em minha alma.
Alguns de nós, em vários momentos, achamos que amamos muito uma pessoa, fazemos muito por nossos amigos, ou seja, estamos sempre como um sinal verde por 24 horas ininterruptas, fazendo de tudo para agradar ao próximo, mas, como ser humano, temos o pecado de, após fazer tudo isto, querer receber algo em troca destas pessoas. É como uma briga de gato e rato. Para afastar esse pensamento triste que ronda minha mente e coração, penso em uma história sobre Jesus, o maior doador e o menor recebedor. São escassos meus conhecimentos sobre o Filho, pois a igreja Católica me fez o grande favor, para não escrever o contrário, de criar um pouco de repudio da religião, e seguir o Espiritismo. Mas vamos ler a história que quero compartir com você, caro e fiel leitor: Os apóstolos de Jesus resolveram certo dia, depois de Jesus fazer vários milagres, depois de ajudar várias pessoas, depois de simplesmente se doar e não pedir nada em troca, fazer uma “reunião” simples em que algumas pessoas pudessem agradecê-lo por ter sido uma pessoa genial, uma pessoa que com palavras e atos mudou várias vidas para melhor. O dia chegou e os apóstolos, que organizaram tudo, estavam felizes em receber apenas algumas das milhares de pessoas que Jesus ajudou e ajudava. O dia ia passando, passando e nada, nenhuma pessoa chegara, nenhuma pessoa apareceu o dia todo exceto quando os apóstolos, já tristes, iam embora e Jesus os mandou esperarem já que uma ex-prostituta estava chegando. Ela se ajoelhou e disse: “obrigado Senhor.” Jesus sabia que o dia seria assim e também Ele não necessitava de agradecimentos formais, mas os seus apóstolos queriam agradá-lo de qualquer maneira e sabendo disso Jesus deixou acontecer. Depois que a mulher foi embora, Jesus olhou para os seus apóstolos e falou com um tom fraternal: “só ela? Cadê os outros?” Os apóstolos se entreolharam e sentiram que haviam aprendido mais uma lição com o grande mestre. Portanto, quando acharmos que estamos sendo injustiçados, lembremos Dele que tanto fez por nós e até hoje somos ingratos. Eu sou um. Mas como ainda estou nesse mundo: os espíritos mais evoluídos que me perdoem!

