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Archive for setembro, 2009

Salários e políticos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009 Deixe um comentário

Em suma, um texto belíssimo da colunista, da Época, Ruth de Aquino em que eu coloco alguns trechos da triste verdade.

É comovente ver como as bancadas do governo e da oposição no Congresso se unem quando o assunto é salário. O Congresso acaba de aprovar por unanimidade 9% de aumento para o Judiciário – o que eleva a R$ 26.700 o salário dos ministros do Supremo. Imediatamente, senadores exigiram equiparação.

Eu só queria um salário digno, que é o salário que ganha o Ministério Público e o Supremo”, disse o senador Wellington Salgado (PMDB-MG). Então, os senadores precisam de 9% de aumento para se vestir direitinho. Eles não contam a verba indenizatória extra, usada para encher o tanque do carro, morar de graça, alugar escritório e se alimentar com ou sem convidados. Eles querem aumento.

E, para os senadores, deputados e desembargadores, querer é poder. Porque quem decide quanto vão ganhar são eles próprios ou seus pares, numa combinação que nada tem a ver com as bases. Não importa que o aumento deles seja muito maior que os aumentos salariais do “homem comum”.

O presidente do Supremo, Gilmar Mendes, não gostou muito. Queria 14%, e não 9%. Votar em benefício próprio é uma atitude imoral ou antiética? Quando políticos ignoram o ponto de vista dos que os elegeram, transgridem moral e ética ao mesmo tempo. Mesmo que a lei os ampare, eles deveriam alterar a lei para não agir sem levar em conta o que é moralmente aceitável pela população, favorecendo a si mesmos. Simplificando: é como se nós, você e eu, não existíssemos.

Numa democracia, políticos não existem sem o eleitor. A ética da política pressupõe o respeito ao bem comum.

O aumento dos salários do Judiciário ocorreu um dia depois de serem criadas mais 7.709 vagas de vereadores no Brasil, em votação na Câmara. Teremos quase 60 mil vereadores. Para quê? Alguém consultou a sociedade? O que fará esse novo exército de vereadores? O resultado foi aplaudido com muita emoção.

Quem serão os verdadeiros inimigos das instituições representativas?

Não deveria ser quem contraria a moral, a ética e os bons costumes?”

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Acordar.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009 Deixe um comentário

Você saber o que significa a palavra “acordar”?

Vamos fazer uma brincadeira e separar em sílabas a palavra acordar?

Assim: A-COR-DAR. Viu? Significa dar a cor em tudo o que você faz e em tudo o que você quer pra si e para os outros, colocar o coração em tudo que faz.

Existem pessoas que acordam às 6:00 horas da tarde. É isso mesmo! Pela manhã caem da cama, são jogadas da cama, mas passam o dia todo dormindo.

Também existem alguns, acredite, que passam a vida toda e não conseguem acordar.

Uma história diz que uma pessoa acordou aos 54 anos de idade. E ele falou para sua esposa: descobri que estou na profissão errada. E olha que ele já estava se aposentando.

Imagine o trauma que esse senhor criou para si, para os colegas de trabalho, para a sua família. Foi infeliz durante toda a sua vida profissional porque simplesmente não “acordou”. Não “a-cor-da-va”!

Podemos tirar uma lição dessa pequena história. Por mais cinzento que possa estar sendo o dia de hoje, ele tem exatamente a cor que você dá a ele. Sabe por quê?

Porque a vida tem a cor que nós pintamos.

O engraçado e ao mesmo tempo triste é que os dias são todos exclusivos, então cada dia é um novo dia, ninguém o viveu. Ele está ali, esperando que nós façamos com que ele seja o melhor da nossa vida.

Dê a você a oportunidade de “a-cor-dar” todos os dias. Até amanhã.

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Ao Limite!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009 Deixe um comentário

Nos tempos de hoje, quem ainda não percebeu que não precisa ir pra TV GLOBO para ficar No Limite. Hoje em dia, o ritmo de vida da maioria de nós, homo sapiens, está cada vez mais frenético. O tempo é no limite, o sono é no limite, a alimentação é no limite, as relações afetivo-amorosa são no limite, ou seja, tudo está no limite. O homem está se privando cada vez mais do prazer para tentar sobreviver nessa casa geralmente tão opressora e exigente.

Listando as principais metas da maioria, percebemos como nós temos que nos transformar em um robô atualizado a cada dia e cada vez mais cedo. Temos que nos privar do nosso corpo como a aparência até aos maiores esforços mentais para alcançar alguma meta de destaque nessa corrida eufórica e atormentável pelo primeiro lugar. Ou até o segundo, se você for um pouquinho mais relaxado, quem sabe. Pois bem, a aparência é tudo. Infelizmente, a castração do prazer começa em um forçado cortar de cabelo, para se encaixar no padrão; tatuagens a mostra nem pensar, pois já se perdem pontos em uma entrevista de emprego ou algo a mais; brincos, roupas acochadas, calças rasgadas, etc e tal.
Depois vem os estudos: primeiro tem que fazer inglês, depois uma turma especial no ensino fundamental e médio, depois uma faculdade muito bem conceituada com cursos com alta pompa e com amplo mercado de trabalho, estágios, congressos e o escambau no curriculum, depois da graduação é lei fazer mestrado, em seguida um doutorado, aprender também outra língua já que hoje em dia o inglês sozinho você não é nada, faz-se doutorado, MBA, ensinar em uma faculdade conceituada também é padrão para “pintar” de ouro o curriculum, etc e tal.

Cansou? Que nada. Estamos só começando. Junto com tudo isso, temos que cuidar da alimentação. Não se pode comer o que quer. Temos que nos privar, claro. Cuidado com o colesterol, cuidado com o diabetes, cuidado com a pressão alta, ah, e cuidado com a celulite, mulheres, cuidado com o feio, temos que alcançar o belo, então: mais privações e tristezas. Acha que já deu? Acha que é muita coisa? Que nada, temos que fazer exercícios físicos. A cada dia que passa, os “infelizes” cientistas descobrem os benefícios da academia para a saúde. Ah, não tenho nada a ver com isso, você que ache um tempo, pois só assim você reduzirá mais e mais a chance de morrer por doenças como o câncer, e claro, ter um corpo padrão, ou seja: magro, músculos definidos, nada de gordura sobrando, abdome tanquinho, etc e tal. É mole! É não, é duro isso sim!

E por aí vamos nós. Infelizmente, não sabemos onde vamos parar. Ou melhor, não sabemos até quando vamos aguentar. Até: AO LIMITE!

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Passageiros.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009 Deixe um comentário

Um executivo americano John Sten conta um curioso encontro que teve e que mudou muito sua maneira de pensar. Acostumado a viajar o mundo inteiro, chegou certa tarde ao Cairo, e resolveu encontrar-se com um famoso rabino que vivia por lá.

O rabino recebeu-o da melhor maneira possível, e passaram a tarde inteira conversando sobre os desígnios de Deus. Pouco antes de despedir-se, o executivo comentou com o rabino que ficara muito impressionado com a simplicidade da sua casa; apenas uma mesa com duas cadeiras, e uma cama.

“E o que você tem aqui?”, perguntou o rabino.

“Tenho apenas uma mala, mas – afinal de contas, estou aqui de passagem”, respondeu o executivo.

“Eu também”, disse o rabino. “Eu também estou aqui de passagem”.

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Depressão e ganhos.

domingo, 13 de setembro de 2009 Deixe um comentário

O pior de tudo no Transtorno da Depressão é que você fica limitado no que não dá certo ou não deu fazendo com que todos os seus ganhos anteriores sejam reduzidos a pó. E com pensamentos cada vez mais depressivos, você vai afundando feito um navio com pequenos furos, ou seja, aos poucos.

Geralmente não gosto de véspera de Natal, e com isso, fico analisando minha vida, em como foi meu ano, meus ganhos, perdas, etc. E como essa data me dá melancolia, acabo um pouco triste. Muitas vezes, meus amigos verdadeiros e eu faziamos balanço do ano que estava terminando, enquanto jantávamos no único restaurante aberto em uma hora muito tarde. Eu comecei a reclamar de algo que não tinha ocorrido exatamente como eu desejava.

Meu amigos fixaram suas atenções numa árvore de Natal que enfeitava o lugar. Achei que não estavam mais interessados na conversa e mudei de assunto: “bonita a iluminação desta árvore”, eu disse.

E um amigo meu me falou naquele dia: “É, mas se você reparar bem no meio destas dezenas de lâmpadas há uma que está queimada. Eu lhe escutava; me parecia que, ao invés de ver o ano como dezenas de bênçãos, ganhos que brilharam, você fixou seu olhar na única lâmpada que não iluminava nada”.

Foi simplesmente uma oportunidade genial.

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Trabalhando sempre?

domingo, 13 de setembro de 2009 Deixe um comentário

Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.
Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada.
Seu nome era ‘Trabalho’, e seu sobrenome era ‘Sempre’. Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer.

Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu pra valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando.
A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida.
Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca.
Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu.
Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de viso.

E a cigarra disse para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris.
- Será que você poderia cuidar da minha toca?
- E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas!
- Mas o que lhe aconteceu?
- Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari?

E a cigarra respondeu:
Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris.
A propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá? Desejo sim, respondeu a formiguinha.
Se você encontrar o La Fontaine (Autor da Fábula Original) por lá, manda ele ir para a Pu…!!!

Moral da História:
Não deixe de pensar no futuro, mas aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine e ao seu patrão. Trabalhe, mas curta a sua vida. Ela é única! Se você não encontrar a sua metade da laranja, não desanime, procure Sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo… Seja feliz !

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Você é da esquerda ou direita?

domingo, 6 de setembro de 2009 Deixe um comentário

Uma certa universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, ela estava convencida de que era da esquerda política e estava a favor da distribuição da riqueza. Tinha vergonha do seu pai que era um empresário e consequentemente de direita, portanto, ao contrário aos programas socialistas e seus projetos que davam benefícios aos que mais necessitavam e cobrava impostos mais altos para os que tinham mais dinheiro.

A maioria dos seus professores e alunos sempre defendia a tese de distribuição mais justa das riquezas do país. Por tudo isso, um dia ela decidiu enfrentar o pai.

Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar que ele estava errado ao defender um sistema tão injusto e perverso como a direita pregava. Seu pai ouviu pacientemente, como só um pai consegue fazer, e no meio da conversa ele lhe perguntou:

- Como você vai na faculdade ?

- Vou bem, respondeu ela. Minha média de notas é 9, já que estudo muito, mas vale a pena. Meu futuro depende disso, eu sei! Não tenho a vida social que desejo, durmo quase sempre muito pouco, mas vou em frente pai.

O pai prosseguiu:

- E aquela tua amiga Sônia, como vai?

E ela respondeu com muita segurança:

- Infelizmente, muito mal. A média dela é 3, ela passa o dia no shopping e namora o dia todo. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Acho até que ela repetirá o semestre.

O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:

- Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos, pelo menos, 3 pontos das suas notas para as da Sônia. Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas, convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura aprovação da sua grande amiga e, consequentemente, de vocês duas.

Ela indignada retrucou:

- Nem a pau! Trabalhei muito para conseguir essas notas, enquanto a Sônia buscava o lado fácil da vida. Simplesmente, não acho justo que todo o trabalho que tive seja dado a outra pessoa.

Seu pai, então, a abraçou, carinhosamente, dizendo:

- SEJA BEM-VINDA À DIREITA MINHA FILHA!!!

Lembre sempre, caro leitor: Trabalhe duro, pois milhões de pessoas vivendo do fome-zero estão dependendo de você.

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Academia de Letras. Letras?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009 Deixe um comentário

Fernando Collor vira imortal da academia de letras. Alguém me explica isso?

Ele jamais escreveu um livro. Para justificar sua candidatura, enviou à Academia Alagoana de Letras sete coletâneas de artigos e discursos publicados em gráficas oficiais – nenhuma das publicações foi vendida ao público em livrarias.

Mesmo assim, Fernando Collor de Melo foi eleito “imortal” da Academia Alagoana de Letras (AAL).

Alguém me explica isso?

Como se critica a obra literária de um escritor que não escreveu livros? Será que o Collor vai ficar muito bravo ao ler este post e, educadamente, me mandar engolir, digerir e fazer de Tablog o uso que julgar conveniente? Tomara!

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Descobrindo "Igrejas".

terça-feira, 1 de setembro de 2009 Deixe um comentário

Em sua autobiografia, Mohandas Gandhi conta que, durante seu período de estudante na África do Sul, interessou-se pelos Evangelhos, e chegou a considerar seriamente a possibilidade de converter-se ao catolicismo.

Para obter maiores conhecimentos, resolveu ir até a igreja do bairro onde morava. Ali chegando, um homem lhe perguntou: “O que deseja?”

“Assistir a uma missa”, respondeu Gandhi. “E pedir alguma ajuda de Deus”.

Gentilmente, o homem lhe disse: “Por favor, vá até a igreja que se encontra a dois quarteirões daqui. Esta é só para brancos”.

Nunca mais Gandhi retornou a uma igreja.

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